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"Aldeias
Históricas"
Desejosa
D. Manoel concedeu-lhe foral datado de Lisboa aos 6
de maio de 1514.
Habitantes:
189 /
Área (ha):
770
Distância de Tabuaço: 9
km
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COM INTERESSE
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MEMÓRIAS
PAROQUIAIS
«Balsa,
fecunda rainha,
De vinho fino reis;
Espesso manto de Vinha
Enche lagares e tonèis.»
Tabuaço marfim

Vista
Desejosa
fica situada num extremo a leste do Concelho.
Faz parte da área da freguesia, o lugar de Balsa
que pertenceu ao couto do enigmático mosteiro de
S. Pedro das Águias e deve ter feito parte dos
vinte e quatro casais tributários daquele.

Desejosa
vive da agricultura, sendo de primeira
importância a vinha, na maior parte vinho
tratado ou generoso das letras A e B ou de maior
cotação. Um bom apreciador de vinho fica
encantado ao visitar Desejosa e saborear o
vinho tratado.
Na
Desejosa havia um forno do povo que recorda a vida comunitária. Havia dois lagares de
azeite que utilizavam os bois para moer a
azeitona. Desejosa tem uma vida comunitária
incentivada pelo actual presidente da junta que
desenvolve actividades desportivas e culturais.
Produz ainda azeite, batata, cereal centeio e
trigo.
Existe um ferrador na aldeia e 2 apicultores.
Quem visita Desejosa tem a oportunidade de
voltar para casa com a prova do mel puro.


Ainda encontramos na Desejosa mulheres rendeiras
com suas rendas mundialmente conhecidas,
respeitadas e ainda hoje utilizadas como adorno
nas mais tradicionais famílias.
De
acordo com a tradição, o assento primitivo da
povoação teria sido em outro sítio, para onde
vieram umas freiras foragidas, cujo o motivo
nos escapou. Diz a tradição que os formigueiros
eram tantos, atacando sobretudo o sexo das
crianças, que os moradores tiveram de mudar para
o sítio actual.

Os habitantes de Desejosa são acolhedores
e sabem realmente receber. Fomos recebidos com
uma chanfana que originalmente faz parte da
gastronomia da Beira Litoral, mas que vem sendo
adoptada por este povoada. A confraria da
chanfana ficaria orgulhosa pelo esforço que a
Desejosa vem fazendo para resgatar tão
encantadora tradição da gastronomia portuguesa.
Gisele Camacho Aznar Neves.
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