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"Aldeias Históricas"

PINHEIROS

Habitantes: 199  /   Área (ha): 821    Distância de Tabuaço: 7 km

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 HISTÓRIA  l  TOPONÍMIA   l  achados arqueólogos   l  arqueologia 
IMÓVEIS COM INTERESSE ARQUITECTÓNICO  l  património mundial   l  arqueologia 

 

 «Pinheiros, terra d´encantos,
De mistérios não sabidos;
Da Torre há lendas e prantos
A lembrar muros caídos.»

Tabuaço marfim


 

 

Esta modestíssima povoação foi vila e cabeça de concelho até 1834.

Houve ali outrora um castelo ameado, cujas ruínas ainda se conservam no sítio chamado Torre.

É  crença arreigada nos moradores de Pinheiros que dentro do antigo castelo, ou por ali perto, existiam tesouros escondidos pelos mouros. Para os descobrirem tanto escavaram e remexeram que a velha torre desabou. Não consta que encontrassem outro tesouro além da cantaria das paredes que aproveitaram para suas edificações.

Desde a muito que anda anexada a esta freguesia a de Carrazedo...

 

Luiz de Freitas - Notas e Lendas

 

 

 

Em Pinheiros a paisagem é um caos de blocos de granito cuja dureza apenas se atenua com a mancha verde-negra do pinheiral que rumoreja em dia de vento.
Sobre a direita, ao fundo da encosta em declive e medonha, corre o Rio Tedo.
Ameniza-se, no entanto, a paisagem à entrada de Pinheiros cujo casario mais antigo se abriga num reguardo de montanha, voltado a sul.

A Praça Ageu Fonseca Moreira que um esguio cruzeiro pontua ao centro parece sempre disponível para as grandes festas do povo. Mais adiante fica a igreja cujo adro se rodeia de sólidas construções de cantaria com datas inscritas em cartelas e pitorescos recantos como há na Rua do Cabecinho. É o Km 8,5.

 

A igreja matriz é de boa cantaria. A data, 1719, inscrita na torsa do pórtico principal lembra obras importantes de reedificação, talvez as da sineira lateral. Apresenta uma nave baixa separada da capela-mor por um arco de triunfo revestido de talha dourada dos princípios do séc. XVIII.

 

O visitante mais indagador pode ir visitar, subindo a pé, o Cabeço das Pombas, logo a deslado do povoado.

 

Enigmáticas figurações de sóis radiados e de outros motivos foram traçados, há já muito tempo, por um ignorado artista cuja escrita não sabemos agora interpretar.

 

Alberto Correia Tabuaço - Roteiro Turístico

 

HISTÓRIA
 Foral:  n/c  /   Pelourinho: n/c  /   Densidade: 24,2 hab./km²
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O povoamento de Pinheiros é assaz antigo conforme o atesta o Santuário Rupestre do Cabeço das Pombas. Na Idade Média terá feito parte do Couto de Leomil, tal como a maior parte das freguesias da margem direita do rio Tedo.

Em termos eclesiásticos foi sua sede paroquial, durante a Idade Média, a igreja de Santa Maria do Sabroso.

No que concerne ao seu topónimo, Pinheiros advirá, segundo Almeida Fernandes, do latino «pinu», que provém precisamente de pinheiro, de pinhal.

Todavia, Viterbo, no seu Santuario Mariano, de finais do séc. XVII ou inícios do seguinte, alude a uma povoação e paróquia com o nome de Tabuelo, e que identificava, nessa época, como sendo Pinheiros. Provavelmente, aquela alusão referir-se-ia ao templo e extinta povoação que hoje conhecemos como Sabroso e que naquela época ainda desempenhava a função de paroquial de Pinheiros e de Carrazedo.

Nesse sentido, o cura era obrigado a deslocar-se àquele templo, distante do povo, para celebrar os ofícios, administrar os sacramentos e presidir aos demais actos de culto.

Por outro lado, segundo Gonçalves da Costa, o orago da antiga ermida de Santa Eufémia, sugere a existência de um núcleo de culto cristão anterior à invasão muçulmana.

D. Manuel I outorgou foral ao concelho de «Pinheiro» (Pinheiros, do actual concelho de Tabuaço), em 13 de Julho de 1514, o qual, no que concerne à Pena de Armas remetia para o foral de Lamego.

Em 1527, no Cadastro do Reyno, Pinheiros aparece como concelho, contando com 25 fogos habitacionais, distribuídos pelas povoações de Pinheiros (15 fogos) e de Carrazedo (10 fogos), tendo o seu termo “em comprido mea legoa e de larguo huum terço de legoa”, e partindo e confrontando com o termo de «Gojim» e com o ”Comcelho de gramja de tedo e com o Comcelho de chavões e de barqueiros” (Barcos).

Pinheiros é dada, no ano de 1537, como pertencendo a António Pereira, posto que seria Honra, além de concelho.

Ainda em termos de referências eclesiásticas, aparece, curiosamente, no Censual da Sé de Lamego, do 2.º quartel do séc. XVI, a referência a uma vigararia de Pinheiro como sendo da apresentação Real, e que, segundo Almeida Fernandes, apenas pode ser tomada como a vigararia da igreja da Senhora do Sabroso, sede paroquial, à época, de Pinheiros e de Carrazedo.

Mais tarde, no ano de 1704, os curas Manuel Gouveia Nunes da Fonseca e Manuel Correia Rebelo terão assinado um «auto de obrigação» para poderem ter o Santíssimo na capela de Santa Eufémia.

Depois de 1708, o Visitador da diocese decide mudar a sede paroquial para dentro do povo, devendo, para esse fim, ser reconstruída e ampliada a antiga ermida de Santa Eufémia, que passaria a ser a padroeira.

Pela mesma época, segundo o Pe. Carvalho da Costa, a paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Pinheiro, ainda com sede na igreja do Sabroso, é dada como sendo uma anexa da Reitoria da Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Barcos, sendo o seu cura apresentado pelo reitor de Barcos.

Já em 1719, ter-se-ão dado por concluídas as obras de reconstrução e ampliação da antiga ermida medieval de Santa Eufémia, anteriormente promovidas pelos curas Manuel Gouveia Nunes da Fonseca e Manuel Correia Rebelo, conforme o indica a gravação desta data no dintel do portal principal.

Nas respectivas memórias paroquiais estes dados são confirmados pelo respectivo pároco, o Cura Manuel da Cruz, designadamente o facto de ser vila, sede de concelho e honra, pertença do Infantado, mais propriamente do Infante D. Pedro, sendo o seu governo civil constituído por Juiz Ordinário e respectiva câmara. Provavelmente teria ainda um Escrivão da Câmara, um Procurador do Concelho e uma Companhia de Ordenanças com respectivo Capitão.

Curiosamente também refere a existência de uma antiga Torre, hoje em ruínas, que teria pertencido ao 2.º Marquês de Castelo Rodrigo, D. Manuel de Moura Corte Real, que também era Conde de São Cosmado e Senhor de Pinheiros. Segundo rezam as crónicas, D. Filipe III de Portugal terá feito mercê do Senhorio de Pinheiros ao 2.º Marquês de Castelo Rodrigo.

Com a aclamação de D. João IV, o Senhor de Pinheiros, segundo o Cura Manuel da Cruz, ter-se-á retirado para Castela, tendo sido privado das suas rendas bem como proibido o seu ingresso no Paço Real, e aos seus descendentes até à quarta geração.

O mesmo pároco escreve, também, que já no reinado de D. João V, por licença real, chegou a tomar conta da Honra de Pinheiros, e das suas rendas, um descendente do Marquês de Castelo Rodrigo. Todavia, achando-se o novo Senhor de Pinheiros devedor de grande soma em dinheiro à Casa Real Portuguesa, D. João V privou-o das rendas da Honra de Pinheiros, passando esta, já no reinado de D. José, para a Casa do Infantado.

Segundo Almeida Fernandes, a referida torre poderá ser anterior ao reinado de D. Dinis, embora não apareça referida nas respectivas inquirições.

O concelho de “Pinheiro” ou Pinheiros, com uma única freguesia de Santa Eufémia, contava em 1828 um total de 106 fogos e 350 habitantes, tendo sido extinto em 6 de Novembro de 1836, passando a sua freguesia (com os dois lugares, Pinheiros e Carrazedo), ao que parece, para o concelho de Tabuaço.

Infelizmente, no que concerne aos imóveis onde se processava a antiga vida municipal aparentemente nada resta, nem o próprio Pelourinho de Pinheiros, que terá sido desmantelado em data desconhecida.

Pinheiros possui diversos sítios com interesse arqueológico, nomeadamente as Gravuras Rupestres do Cabeço das Pombas, a Villa romana de Eirinha do Paço e as Ruínas da Torre de Pinheiros.

Relativamente ao seu património cultural, é possível visitar a Igreja Matriz de Pinheiros, com a sua arquitectura maneirista e barroca, onde no seu interior se podem admirar bons retábulos de talha dourada e policroma de transição do denominado estilo barroco nacional para o joanino, excelentemente restaurados. O tecto da capela-mor conserva os seus caixotões, recentemente restaurados, permitindo novamente observar as representações de alguns Santos. Dois raros frescos maneiristas persistem nos panos interiores da capela-mor.

Pode ainda subir ao monte que se situa a Norte, sobranceiro à povoação, e orar na Capela de Santa Bárbara. Se preferir, descanse um pouco nos degraus do Cruzeiro de Pinheiros, na Praça Ageu Fonseca Moreira. O visitante pode ainda admirar as construções habitacionais com seus patins em granito, e que se implantam em torno do Adro e em diversas ruas do centro da povoação.

                                                                                                                             Fonte: Site da câmara Municipal de Tabuaço
 

 

ORIGENS TOPONÍMICAS

Dados Bibliográficos: A. Almeida Fernandes
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 Pinheiro: Per., Táv. Pinheiros: Pinh. Derivados Pinh-al e Pinh-eiro(s). O étimo é o lat. pinu- «o pinheiro». «Do subst. masc. pinhal» e «do subst. masc. pinheiro – diz DO-3, p. 1178: mas não pode ser, porque o topónimo, certamente, é anterior a essas formas e antes delas houve outras: assim, *pinariu- > pieiro > «pieiro» (e analogamente *pinale-> «pial»), sendo caso para perguntar qual delas originou estes topónimos. E o costume invariável do autor de dar formas de agora para origem das de outrora, porque tais topónimos aparecem já antes do séc. XII, como 1013 (?) Pinario DC 222.

ARQUEOLOGIA

Dados Bibliográficos: Tabuaço - Um Passado Presente
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Da freguesia de Pinheiros são, desde há muito conhecidas, as gravuras do Cabeço das Pombas constituindo um dos pontos de maior interesse para quem se dedica ao estudo deste tipo de manifestações artísticas. Representam não só um valor inquestionável para a comunidade científica do nosso país, como são também um legado cultural para as gentes desta terra. As gravuras rupestres do Cabeço das Pombas concebidas como um “altar” e sacralizando aquele espaço, ficaram expostas aos olhares de diversas gerações que por ali passaram, constituíndo por si só uma ponte entre as gerações do passado e do presente. Se aquela manifestação artístico-religiosa foi concebida para ser vista e adorada, ela tem conseguido os seus objectivos. Serviu no passado, serve o presente e servirá, concerteza, o futuro.

Ainda no seguimento da prospecção realizada nesta freguesia, foi descoberta uma outra estação arqueológica, desta feita romana, no local conhecido como Eirinha do Paço.
Da freguesia de Pinheiros são, desde há muito conhecidas, as gravuras do Cabeço das Pombas constituindo um dos pontos de maior interesse para quem se dedica ao estudo deste tipo de manifestações artísticas. Representam não só um valor inquestionável para a comunidade científica do nosso país, como são também um legado cultural para as gentes desta terra. As gravuras rupestres do Cabeço das Pombas concebidas como um “altar” e sacralizando aquele espaço, ficaram expostas aos olhares de diversas gerações que por ali passaram, constituindo por si só uma ponte entre as gerações do passado e do presente. Se aquela manifestação artístico-religiosa foi concebida para ser vista e adorada, ela tem conseguido os seus objectivos. Serviu no passado, serve o presente e servirá, concerteza, o futuro.

Ainda no seguimento da prospecção realizada nesta freguesia, foi descoberta uma outra estação arqueológica, desta feita romana, no local conhecido como Eirinha do Paço.
 

 

 

 

Nome da Estação: Cabeço das Pombas.
Tipo de estação: Gravuras Rupestres.
Período atribuível: Idade do Bronze?.
Localização: Lugar – Pinheiro;
Topónimo – Cabeço das Pombas.

 

Coordenadas geográficas: 41º 05' 54" Lat. N.; 01º 32' 26" Long. E. Lx.; 650 m Alt.; C.M.P. 1:25.000, flª.138, Armamar, 2ª edição, 1985.

Descrição: O Cabeço das Pombas, como é localmente conhecido, é um promontório granítico que, por si só, assume na paisagem uma posição ímpar.

Uma das faces deste afloramento foi, há muito, aproveitada para a gravação de figuras que, deste modo, sacralizaram todo este espaço, tornando-o num local público e com uma conotação simbólico-religiosa.

Efectivamente, um conjunto de motivos gravados atesta a importância deste laca como lugar de culto.

Alguns dos motivos patentes são muito pouco comuns, ou mesmo iriéditos, nc contexto das rochas gravadas do Noroeste peninsular.

Ao centro do painel encontra-se um grande ramiforme (com 0,83 cm de comprimento máximo). Ao centro desse ramiforme, encontra-se gravada uma cara que, conjuntamente com uma outra de que adiante falaremos, terão uma cronologia mais recente.


À direita desta figura (virado de frente para a rocha), e numa zona posterior, encontra-se um conjunto de oito figuras. No topo deste encontra-se uma figura solar (esteliforme), composta por doze linhas sinuosas, dispostas radialmente. Sob este motivo está uma figura composta por dez linhas sinuosas com as extremidades dispostas paralelamente, tendo o mesmo ponto de origem. Associada a este motivo pode-se observar uma figura em forma de “garfo” com três dentes, ladeada por um pequeno círculo. Na zona inferior encontra-se ainda um interessante motivo composto por quinze curtos e fundos sulcos, formando uma linha recta que curva numa das extremidades. A ladear este último encontra-se um motivo em U ligeiramente invertido.


Sensivelmente ao centro deste conjunto, encontra-se uma cara que, juntamente com a cara gravada no centro do ramiforme, deve pertencer a um período posterior, talvez da Idade do Ferro ou mesmo posterior. Ainda neste conjunto e à direita, está inscrita a sigla “IPRM”.

À esquerda do ramiforme central, e também numa zona posterior, encontra-se um conjunto de três figuras abstractas compostas, grosso modo, por linhas sinuosas e círculos.


Sob estas figuras, a 1,37 m de distância, encontra-se um conjunto de linhas que parecem representar letras cujo significado nos escapa.

Em termos gerais, os motivos representados assumem um forte valor simbólico, transformando este sítio num local de culto. Há que sublinhar o facto de as figuras se agruparem por conjuntos gravadas em diferentes momentos.

Os motivos mais antigos parecem ser o ramiforme central e o conjunto da direita do painel com excepção da representação da cara, podendo, numa primeira análise, integrarem-se numa etapa do Calcolítico/Idade do Bronze.

A um momento mais tardio, talvez a Idade do Ferro, pertencerão as caras. Da época histórica serão as letras e a sigla IPRM.

A cronologia dos restantes motivos é incerta.

Quando abordamos temáticas relacionadas com manifestações artísticas, não podemos nem devemos procurar o significado dos motivos representados. Estes guardam mistérios inexpugnáveis cuja lógica esteve presente ao longo de séculos.

Contudo, somos tentados a “interpretar” o conjunto de motivos localizados à direita do ramiforme. Efectivamente, parece-nos que as figuras representadas estarão relacionadas com algum acto cerimonial. Assim, neste conjunto podemos observar duas prováveis fúrculas, uma pinça ou tenaz, um aro que poderá representar um recipiente e o motivo com maiores dimensões parecendo ser a representação de labaredas. Estes objectos encontram-se igualmente documentados nos registos arqueológicos, normalmente conotados com cerimónias realizadas no interior de povoados.

Nos terrenos adjacentes ao cabeço granítico, é possível observarem-se alguns fragmentos cerâmicas manuais que poderão relacionar-se com o santuário.
Acessos: À entrada da aldeia de Pinheiros. Encontra-se sinalizada. Bibliografia: CORREIA, 1997: 40.

  
 

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Nome da Estação: Eirinha do Paço.
Tipo de estação: Villa.
Período atribuível: Romano.
Localização: Lugar – Pinheiros; Topónimo – Eirinha do Paço.

Coordenadas geográficas: 41º 05' 54" Lat. N.; 01º 31' 14" Long. E. Lx.; 650 m Alt.; C.M.P.1:25.000, flª. 138, Armamar, 2ª edição, 1985.

Descrição: O assentamento romano da Eirinha do Monte tem uma localização invulgar. Ao contrário da maioria das estações romanas, esta não ocupa a vertente soalheira.

Os vestígios distribuem-se por pequenas plataformas encaixadas no meio de afloramentos graníticos.

Contudo, pode ter sido um local que teve alguma importância. De facto, foi-nos permitido observar algumas pedras almofadadas de grandes dimensões que podem ter pertencido a um edifício com alguma monumentalidade. Num outro muro, foram detectadas duas soleiras, de grandes dimensões, pertencentes a estruturas habitacionais hoje enterradas ou destruídas. Ainda que não seja um achado muito raro, não é de todo vulgar encontrar tais materiais em pequenos assentamentos romanos.

Nos terrenos envolventes foram detectados alguns vestígios cerâmicas, na maioria cerâmica de construção, mas foram igualmente recolhidos alguns fragmentos de cerâmica comum e um fragmento de uma taça em terra sigillata.

A densa vegetação envolvente não permitiu uma prospecção de campo mais intensa.

A monografia de Pinheiros, escrita por Amâncio Manuel Moreira da Silva, dá-nos mais algumas informações sobre este local. Entre a densa vegetação, que actualmente envolve o sítio, parece existir um antigo lagar de tipologia idêntica a outros já identificados no concelho.

Nesta obra não publicada, fala-nos também o autor da existência de um penedo, um “possível altar sacrificial ou forca”. A sua função pode ter sido bem diferente, quiçá outro lagar de dimensões um pouco mais reduzidas. Lembramos que na freguesia de Barcos o sítio popularmente conhecido como “Forca”, não é mais do que um lagar escavado na rocha.

Segundo informações orais, foi ainda identificada neste local uma pedra com letras que, após ter sido recolhida pela junta de freguesia local, se extraviou misteriosamente.

Acessos: Quando se entra em Pinheiros vindo de Barcos, corta-se à esquerda por um caminho de terra batida.

Bibliografia: SILVA, s. d. : 7-9; MONTEIRO, 1991: 438.
 

PATRIMÓNIO
 


Dados Bibliográficos: Site da Câmara de Tabuaço
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ARQUEOLOGIA:
 

- Gravuras Rupestres do Cabeço das Pombas
- Villa romana de Eirinha do Paço
- Ruínas da Torre de Pinheiros

IMÓVEIS COM INTERESSE ARQUITECTÓNICO:

- Igreja matriz de Pinheiros / Igreja de Santa Eufémia
- Capela de Santa Bárbara, em Pinheiros
- Cruzeiro de Pinheiros, sito na Praça Ageu Fonseca Moreira, em Pinheiros                               - Conjunto de casas seiscentistas e setecentistas no Largo do Adro, em Pinheiros