Távora
é totalmente voltada para a agricultura, produz
vinho, azeite, cereja, figos, maças e abrunhos. O
Tabuacense de 27 de Maio de 1907 refere-se a
qualidade e grande produção de cereja de Távora e
cita o seguinte: “… graças ao desembaraço das
raparigas que, empoleiradas em cima das
cerejeiras, colhem alegremente (mas com cuidado)
os belos e preciosos frutinhos.”
É uma importante localidade do concelho, por sua
significante história. Sua toponímia aponta para o
local onde se fixaram os Távora com seu poder e
senhorio para com as 40 famílias que se registam no
ano de 1527.
Os
nobres Távora viviam num palácio – de que se diz
terem os habitantes levado as pedras (do primitivo
lugar), e tiveram a trágica sorte de serem
perseguidos e mortos por Marques de Pombal. Foram
os Távora descendentes dos lendários irmãos D. Thedon e D. Rousendo.
Este tema envolve os
apaixonados relatos dos d
escendentes
de D. Ramiro II, Rei de Leão. Esses dois
fidalgos D. Thedon e D. Rousendo guardam
intrigantes façanhas varonis. A lenda conta que
eram ardorosos adversários dos mouros e que
travaram lutas homéricas nas margens do rio que Tedo e Távora. Mas bem cita Luiz de Freitas:
"Não
é, pois, crível que os dois irmãos, com pouca
gente de guerra, se sustentassem mais de três
décadas em acesa luta com os sarracenos, em terras
encravadas no reino destes. Se efetivamente por lá
estancearam nesta época, viveram em paz com os
seus vizinhos agarenos como bons e sossegados
mozarabes".
Távora recebeu foral por D. Manuel I e o concelho
foi extinto em 1836 pelo liberalismo. Já nesse
tempo se regisravam 105 famílias.
Távora teve tribunal (Casa da Torre), cadeia,
pelourinho, depois capitão e uma companhia de
ordenança. A igreja é setecentista e levantada nos
alicerces de um templo antigo de origem incerta.

Existe uma linda ponte chamada “Ponte do Fumo” que
liga históricamente Távora à freguesia de Pereiro
e é voz corrente que a ponte está assente por
sobre minério de uma mina de estanho que por lá
existiu. No Romance Histórico “Ressurreição dos
Mortos” de Sousa Costa, um curioso penhasco é
citado pelo nome de “Calfão”.
Guerra
Junqueira refere-se a epopeia do Alto Douro. Foi
ali que objectos e vestígios que evidenciam o
tempo do homem do Castro nesta região. São
evidentes as sepulturas nas rochas e de que ali
realmente teria existido um castro. Ali foi também
levantada uma ermida de culto desconhecido. Dizem
também que o recinto foi palco de enorme zaragata
e toda sorte de desordeiros. Hoje um belo local
para se visitar e reflectir.